OS TRES GRUPOS DE PESSOAS QUE NÃO TERÃO SALVAÇÃO.

 


OS TRES GRUPOS DE PESSOAS QUE NÃO TERÃO SALVAÇÃO.

Autor: SILVA, J. R. S.


RESUMO

Este artigo explora os textos bíblicos de Mateus 7:22-23, Mateus 25:42 e Apocalipse 6:16-17, que destacam três grupos de pessoas que não terão salvação. O primeiro grupo é formado por aqueles que professam a fé cristã, mas não têm uma verdadeira relação com Jesus Cristo. O segundo grupo é composto por aqueles que se recusam a ajudar os necessitados, especialmente os mais pobres e desfavorecidos da sociedade. O terceiro grupo é constituído por indivíduos que se rebelam contra a soberania divina. A partir desses textos, o artigo oferece reflexões sobre as exigências divinas para a salvação e destaca a importância de buscar uma vida de amor, serviço e submissão a Deus.

 

1.    INTRODUÇÃO

A questão da salvação é central no cristianismo e tem sido objeto de muitos debates e reflexões ao longo dos séculos. A Bíblia Sagrada apresenta uma série de textos que tratam do tema, entre eles, Mateus 7:22-23, Mateus 25:42 e Apocalipse 6:16-17. Esses versículos fornecem uma compreensão sobre os critérios divinos para a salvação e destacam três grupos de pessoas que não terão acesso à vida eterna. Neste artigo, vamos analisar esses textos bíblicos com cuidado e refletir sobre como essas informações para a nossa vida espiritual. A partir desses estudos, esperamos que os leitores possam compreender melhor as exigências divinas para a salvação e buscar uma vida que esteja de acordo com os princípios cristãos.

  

2.    FALSO RELACIONAMENTO

O trecho de Mateus 7:22-23 é um dos mais intrigantes e desafiadores da Bíblia. Nele, Jesus diz: "Muitos me dirão naquele dia: “Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitos milagres?' Então Eu lhes direi claramente: Nunca vos conheci; afastai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade".

Essas palavras de Jesus são uma advertência séria para aqueles que pensam que apenas fazer coisas boas em nome de Jesus, publicamente é suficiente para garantir a salvação. Jesus está dizendo que não é o que você faz em nome dele, que o salva, mas sim, o seu relacionamento pessoal com Ele.

É importante notar que as pessoas a quem Jesus se dirige nesta passagem são aquelas que parecem estar muito envolvidas em atividades religiosas, ou seja, todos nós que já professamos ser cristão. Eles profetizam, expulsam demônios e fazem milagres, tudo em nome de Jesus. Mas Jesus diz que, mesmo assim, ele nunca os conheceu.

O que Jesus está dizendo aqui é que não é suficiente apenas fazer as coisas certas publicamente, mas na intimidade não tem um relacionamento com Deus (Falso profeta). É fácil se envolver em atividades religiosas e pensar que isso é suficiente para ganhar a aprovação de Deus. Mas isso não é verdade. O que Deus realmente deseja é uma relação íntima e pessoal com cada um de nós.

Jesus também menciona que aqueles que praticam a iniquidade devem se afastar dele. Isso significa que, mesmo que façamos coisas boas em nome de Jesus publicamente, se ainda praticarmos o pecado, não seremos aceitos por Deus. Ele não pode nos conhecer intimamente se ainda estamos envolvidos em comportamentos pecaminosos.

Portanto, a mensagem de Mateus 7:22-23 é uma chamada para a ação. Devemos avaliar nossa relação com Deus e certificar-nos de que estamos realmente conhecendo-o intimamente e nos afastando do pecado. Não basta apenas fazer as coisas certas em nome de Jesus. Precisamos conhecê-lo pessoalmente e permitir que ele nos transforme de dentro para fora. Somente assim poderemos ter a certeza da nossa salvação.

Outros textos bíblicos que tem correlação com este tema

A ideia central do texto de Mateus 7:22-23 é a importância de um relacionamento pessoal com Jesus Cristo, em contraposição a simplesmente praticar boas obras em seu nome. Essa mensagem também é abordada em outros textos bíblicos.

Por exemplo, em João 15:5, Jesus diz: "Eu sou a videira; vós sois as varas. Quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer". Aqui, Jesus enfatiza a necessidade de permanecer nele, como a videira, para que possamos dar frutos em nossas vidas. Ou seja, sem uma conexão pessoal com Jesus, nossas ações não terão significado eterno.

Encontramos em Filipenses 3:8-9, onde o apóstolo Paulo escreve: "Sim, na verdade, considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como esterco, para ganhar a Cristo e ser achado nele". Aqui, Paulo coloca sua relação pessoal com Jesus acima de todas as outras coisas em sua vida, reconhecendo que o relacionamento com Jesus Cristo é o mais valioso.

Além disso, a ideia de que não podemos alcançar a salvação através de nossas próprias obras é discutida em Efésios 2:8-9: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom gratuito de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie". Neste versículo, Paulo explica que a salvação é um dom de Deus e não pode ser alcançada por meio de nossas próprias obras, mas apenas pela fé em Jesus Cristo.

Assim, podemos ver que a mensagem de Mateus 7:22-23 é um tema central em toda a Bíblia e é fundamental para o nosso entendimento da salvação e da nossa relação com Deus.

 

3.    INDIFERENTES E IMPIEDOSOS

O texto bíblico de Mateus 25:42 diz: "Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber". Este versículo é parte de uma parábola que Jesus contou aos seus discípulos sobre o julgamento final.

Na parábola, Jesus fala sobre um rei que voltará para julgar as nações, separando as pessoas em dois grupos: as ovelhas e os cabritos. As ovelhas representam aqueles que foram fiéis a Deus, enquanto os cabritos representam aqueles que não tiveram um bom relacionamento com Ele.

Aqueles que foram fiéis a Deus são recompensados por terem cuidado dos necessitados. Jesus diz: "Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me" (Mt.25:35-36). Porém, aqueles que não cuidaram dos necessitados são condenados: "Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; era forasteiro, e não me acolhestes; estava nu, e não me vestistes; enfermo, e na prisão, e não me visitastes" (Mt.25:42-43).

Este versículo nos mostra a importância de cuidar dos necessitados. Jesus nos chama a sermos compassivos e misericordiosos com aqueles que estão passando por dificuldades. Ele espera que nós como cristãos, sejamos a luz para o mundo e que mostremos amor para com os nossos semelhantes.

Este versículo também nos lembra que Deus nos chama a sermos responsáveis uns pelos outros. Não podemos simplesmente ignorar aqueles que estão passando por necessidades. Devemos estar prontos para ajudar sempre que possível.

Como cristãos, devemos seguir o exemplo de Jesus, que se importava profundamente com os pobres e marginalizados. Devemos mostrar amor e compaixão a todos aqueles que encontramos, e fazer o que pudermos para ajudá-los em suas necessidades.

Um dos maiores problemas para humanidade sempre foi a falta de conhecimento Por isso, é importante buscarmos constantemente o conhecimento na Palavra de Deus, como afirma o texto de João 8:32. “E conhecereis a verdade e a verdade vós libertará” neste contesto podemos citar Salmo 113: 7-8 “Levanta o pobre do pó e do monturo levanta o necessitado,
Para o fazer assentar com os príncipes, mesmo com os príncipes do seu povo”.

Portanto, ao ler este versículo de Mateus 25:42, devemos nos lembrar da importância de cuidar dos necessitados e fazer o nosso melhor para ajudar aqueles que precisam. Devemos ser a luz para o mundo e mostrar o amor de Deus a todos àqueles que encontramos.

 

4.    DESCUIDADOS E REPROVADOS

O texto de Apocalipse 6:16-17 descreve uma cena apocalíptica em que as pessoas clamam aos montes e rochas para que caiam sobre elas e as escondam da face daquele que está assentado no trono e do Cordeiro.

Para entendermos melhor a correlação deste texto bíblico, precisamos considerar todo o contexto e a mensagem geral do livro de Apocalipse. O livro de Apocalipse é uma revelação de Jesus Cristo dada a João na ilha de Patmos. O livro apresenta uma mensagem de esperança e de encorajamento para a igreja em meio a uma época de grande perseguição e tribulação.

A partir do capítulo 6, o livro de Apocalipse descreve a abertura dos sete selos, que representam os juízos de Deus sobre a Terra. Cada selo traz consigo um juízo diferente e crescente em intensidade, culminando no julgamento final.

O texto de Apocalipse 6:16-17 descreve o momento em que os homens descuidados e despreparados clamam pelos montes e rochas para que caiam sobre eles e os escondam da face daquele que está assentado no trono e da ira do Cordeiro. Esta é uma imagem muito forte que mostra a magnitude do juízo divino e o medo que aqueles foram infiéis aos mandamentos de Deus.

Este texto pode ser correlacionado com outras passagens bíblicas que falam do juízo final de Deus. Por exemplo, em Mateus 24:30-31, Jesus descreve o momento em que ele voltará em glória e os anjos se reunirão para juntar os seus escolhidos. Este é um momento de grande alegria para aqueles que amam a Deus, mas também um momento de medo e de terror para aqueles que não o conhecem ou simplesmente escolheram desobedecer aos mandamentos de Deus.

Em 2 Pedro 3:10, Pedro fala sobre o dia do Senhor, que virá como um ladrão na noite. Neste dia, os céus passarão com grande estrondo, os elementos serão desfeitos e a Terra e as obras que nela há serão queimadas. Este é um dia de julgamento para toda a humanidade, quando Deus trará justiça e julgará cada um de acordo com suas obras.

O texto de Apocalipse 6:16-17, portanto, nos lembra da importância de estarmos preparados para o dia do juízo final de Deus. Devemos estar prontos para enfrentar o julgamento de Deus com confiança, sabendo que fomos salvos pela graça de Jesus Cristo. Se colocarmos nossa fé em Cristo e vivermos segundo seus ensinamentos, não precisamos temer o dia do juízo, mas podemos esperá-lo com alegria e confiança na graça e na misericórdia de Deus.

 

5.    CONCLUSÃO

Após examinar cuidadosamente os textos bíblicos em Mateus 7:22-23, Mateus 25:42 e Apocalipse 6:16-17, podemos concluir que existem três grupos de pessoas que não terão salvação. O primeiro grupo é composto por aqueles que professam a fé cristã, mas não têm uma verdadeira relação com Jesus Cristo, ou seja, são hipócritas que se dedicam apenas às aparências externas da religião. Essas pessoas serão rejeitadas pelo próprio Cristo no dia do julgamento.

O segundo grupo é composto por aqueles que se recusam a ajudar os necessitados, (os indiferentes e impiedosos) especialmente os mais pobres e desfavorecidos da sociedade. De acordo com Mateus 25:42, aqueles que não prestam socorro aos necessitados estarão sujeitos ao juízo de Deus e não terão lugar no reino dos céus.

O terceiro grupo é formado por indivíduos que não reconhecem a soberania de Deus e se rebelam contra Ele. O texto em Apocalipse 6:16-17 descreve a ira de Deus sobre aqueles que se opõem à Sua autoridade e se recusam a se arrepender.

Esses três grupos de pessoas não terão salvação, pois não estão em comunhão com Deus e não têm o coração voltado para o amor e o serviço aos outros. Portanto, devemos nos esforçar para buscar uma verdadeira relação com Jesus Cristo, demonstrar amor e misericórdia para com os necessitados e reconhecer a soberania divina em nossas vidas, a fim de garantir nossa salvação eterna.

 

 Bibliografia

- Bíblia de Estudo PENTECOSTAL; antigo e Novo testamento, Tradução João Ferreira de Almeida, Revista Corrigida Ed: 1985.Editora: CPAD.

- Bíblia de Estudo, BATALHA ESPIRITUAL E FINANCEIRA; Antigo e Novo Testamento, Nova versão Internacional, editada em Inglês Por: Morris Cerullo, Traduzia para o português por: Maria Eugenia da Silva Fernandes, Editora Central Gospel,

 

 

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